segunda-feira

Quarta-feira, 11 de Feveiro de 2016



O OLHAR DO SILÊNCIO
Realização: Joshua Oppenheimer










Sinopse:
Através do trabalho de Joshua Oppenheimer, filmando os responsáveis pelo genocídio indonésio, uma família de sobreviventes descobre como é que o filho foi assassinado e a identidade dos homens que o mataram. O mais novo dos irmãos está determinado a quebrar o feitiço de silêncio e medo sob o qual vivem os sobreviventes e, assim, confronta os homens responsáveis pelo assassinato do irmão – algo inimaginável num país onde os assassinos permanecem no poder.

Festivais:
Festival de Veneza – Grande Prémio do Júri
Festival de Veneza – Prémio FIPRESCI
CPH: DOX – Grande Prémio

O documentário é filmado com uma magnífica grandiosidade simplista que faz daquele episódio privado uma parábola para um país inteiro. - Jornal i

O OLHAR DO SILÊNCIO é um objecto precioso - Diário de Notícias

O OLHAR DO SILÊNCIO é profundo, visionário e surpreendente. - Werner Herzog
Um dos melhores e mais poderosos documentários alguma vez feito. Um comentário profundo sobre a condição humana. - Errol Morris

Encantatório... A mestria de Oppenheimer enquanto contador de histórias parece não ter limites. - Playlist

Fascinante, surpreendentemente belo - Hollywood Reporter

Poderoso... Profundamente comovente - Variety

Essencial - Time Out

Visionário - Indiewire

Notável - BBC
Espantoso - The Daily Telegraph


Nota do Realizador:
O ACTO DE MATAR pôs a nu as consequências para todos nós de construir a realidade quotidiana com base no terror e em mentiras. 
O OLHAR DO SILÊNCIO explora o que é ser um sobrevivente numa realidade assim. Fazer um filme sobre sobreviventes de genocídio é entrar num campo minado de lugares-comuns, a maior parte dos quais serve para criar um protagonista heróico (se não santo) com quem nos podemos identificar, desse modo assegurando-nos, de forma falsa, que na catástrofe moral da atrocidade não temos nada a ver com os agressores. Mas apresentar os sobreviventes como santos, de modo a assegurar-nos que somos bons, é usá-los para nos iludirmos a nós mesmos. É um insulto à experiência dos sobreviventes e não ajuda nada a compreender o que significa sobreviver à atrocidade, o que significa viver uma vida despedaçada pela violência generalizada e ser silenciado pelo terror. Para atravessar esse campo minado de lugares-comuns, tivemos de explorar o silêncio em si.
O resultado, O OLHAR DO SILÊNCIO, é, espero eu, um poema sobre um silêncio nascido do terror, um poema sobre a necessidade de quebrar esse silêncio, mas também sobre o trauma que surge quando o silêncio é quebrado. Talvez o filme seja um monumento ao silêncio, uma lembrança de que, apesar de querermos seguir
em frente, ignorar e pensar noutras coisas, nada recomporá o que se quebrou. Nada acordará os mortos. Temos de parar, reconhecer as vidas destruídas, esforçar-nos por escutar o silêncio que se segue.

Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016



FOXFIRE - RAPOSAS DE FOGO
Realização: Laurent Cantet













Sinopse:
Estado de Nova Iorque, 1953, um bairro de operários numa pequena cidade. Numa cultura pós-guerra violenta e controlada pelos homens, um grupo de raparigas adolescentes forma uma irmandade de sangue: as Raposas de Fogo. Uma sociedade secreta, um gangue feminino, com uma chama tatuada no ombro de todos os membros.
Pernas, Maddy, Lana, Rita e Goldie não aceitam mais ser humilhadas e descriminadas por serem pobres e por serem raparigas. Lideradas pela intrépida Pernas, as raparigas procuram vingança e tentam alcançar o seu sonho utópico: viverem de acordo com as suas regras e leis. Mas há um preço a pagar…
Uma adaptação do romance premiado homónimo de Joyce Carol Oates

Festivais:
Festival de San Sebastian - Melhor Actriz
Festival de Toronto

com
Raven Adamson,  Katie Coseni , Madeleine Bisson,  Claire Mazerolle, Paige Moyles,  Rachael Nyhuus,  Lindsay Rolland-Mills,  Alexandria Ferguson

Ficha Técnica:
Haut et Court e Film Farm apresentam
um filme de Laurent Cantet
realização Laurent Cantet
argumento Robin Campillo e Laurent Cantet
baseado no livro Raposas de Fogo de  Joyce Carol Oates  
produzido por Carole Scotta, Caroline Benjo, Simon Arnal, Barbara LetellierSimone UrdlJennifer Weiss
director de fotografia Pierre Milon
casting  Jason Knight CsaJohn Buchan Csa
direcção artística Franckie Diago
guarda-roupa Gersha Phillips  
música original Timber Timbre
montagem Robin CampilloSophie ReineStéphanie LégerClémence Samson 
misturas Kelly Wright, Nicolas Cantin
misturas  Jean-Pierre Laforce
som Valérie DeloofAgnès Ravez
assistente de realização Pierre Ouellet
director de produção Daniel Beckerman, Stephen Traynor
director de pós-produção Christina Crassaris
uma co-produção franco-canadiana Haut et Court e The Film Farm
em associação com Memento Films International  
em co-produção com France 2 Cinema e Lorette Distribution
com a participação de France Televisions, Canal +Cine +Haut et Court DistributionAlliance FilmsFrance Televisions DistributionMinistere de la Culture et de la Communication  CNCGolem DistributionArtificial EyeFilmcoopi
e a participação de Northern Ontario Heritage Fund Corporation, Telefilm CanadaOntario Media Development CorporationThe Ontario Film and Television Tax Credit,   The Canadian Film and Video Production Tax Credit
desenvolvido com o apoio de  Cofinova 5 e Ontario Media Development Corporation Distribuição Midas Filmes

FRANÇA/CANADÁ - 2012 - cor'
M/14

quinta-feira

PROGRAMAÇÃO | JANEIRO 2016


Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016 | 18h00 e 21:30
MINHA MÃE
um filme de Nanni Moretti















Sinopse:
Margherita é uma realizadora em plena rodagem de um filme cujo protagonista é um famoso actor americano. Às questões artísticas que enfrenta, juntam-se angústias de ordem pessoal: a sua mãe encontra-se no hospital e a sua filha em plena crise adolescente. O seu irmão, por sua vez mantém-se como uma constante na sua vida. Conseguirá Margherita estar à altura de todos os problemas familiares e artísticos que enfrenta?

****
“Um filme tremendamente inteligente e encantador.”
Peter Bradshaw, The Guardian

“Simples e sensível, sem deslizes.”
Jacques Morice, Télérama

Festivais e Prémios:

Festival de Cannes 2015 – Selecção Oficial, Em Competição, Prémio do Júri Ecuménico
Prémios David di Donatello 2015 – Melhor Actriz e Melhor Actriz Secundária

Actores:

Margherita Buy
John Turturro
Giulia Lazzarini
Nanni Moretti

Ficha Técnica:

Argumento e Realização - Nanni Moretti
Director de Fotografia - Arnaldo Catinari
Montagem - Clelio Benevento
Produção - Nanni Moretti, Domenico Procacci

 



Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016 | 18h00 e 21:30
CORAÇÃO DE CÃO
um filme de Laurie Andersen
















Sinopse:
A partir da sua própria experiência e das suas memórias recentes, marcadas pelas perdas recentes da sua mãe e do marido Lou Reed, a realizadora Laurie Anderson traça uma pequena reflexão sobre temas como a vida, o amor e a morte.

Prémios e Festivais:
Festival de Veneza 2015 – Selecção Oficial
Lisbon & Estoril Film Festival 2015 – Selecção Oficial


Ficha Técnica:
Realização - Laurie Anderson
Argumento - Laurie Anderson
Director de Fotografia - Laurie Anderson, Toshiaki Ozawa, Joshua Zucker-Pluda
Música – Laurie Anderson
Produção - Canal Street Communications
                                                      



Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016 | 18h00 e 21:30
TRÊS IRMÃS
um filme de Wang Bing
















Sinopse:
Três irmãs vivem sozinhas numa pequena aldeia nas altas montanhas da região de Yunan. Passam os dias a trabalhar a terra ou a deambular pela aldeia. O pai regressa à aldeia. Veio para levar as raparigas consigo para a cidade mas depois concorda em deixar a mais velha com o avô.


Festivais:
Festival de Veneza - Horizontes - Melhor Filme
DocLisboa - Grande Prémio Cidade de Lisboa

Ficha Técnica:
Album Productions & Chinese Shadows apresentam
um filme realizado por Wang Bing
produzido por Sylvie Faguer e Mao Hui
director de fotografia Huang Wenhai, Li Peifeng, Wang Bing
montagem Adam Kerby, Louise Prince
montagem e misturas de som Kang Antoine Fournier
correcção de cor Jean-Luc Leon
produção executiva Wang Yang
produção Album Productions, Chinese Shadows
em associação com Arte France – La Lucarne, Fuori Orario – Rai Cinema
com a participação de Centre National Du Cinéma Et De L’image Animée
com o apoio de Région Ile-De-France  
distribuição Midas Filmes

FRANÇA/HONG KONG - 2012 - 153' - cor

M/12


 




Quarta-feira, 06 de Janeiro de 2016 | 18h00 e 21h30
A FOSSA
um filme de Wang Bing

















Sinopse:
No final dos anos 50, o Governo chinês condenou milhares de cidadãos, dissidentes ou críticos do regime, a campos de trabalhos forçados. Deportados para re-educação no deserto Gobi, a milhares de quilómetros das suas famílias, viveram nas condições mais extremas, em que aos trabalhos forçados se somavam as condições climatéricas agrestes.

Festivais:
Festival de Veneza - Selecção Oficial

com
LU Ye, LIAN Renjun, XU Cenzi, YANG Haoyu, CHENG Zhengwu, JING Niansoung e a participação especial de LI Xiangnian

Ficha Técnica:
Wil Productions e Les Films de L’etranger apresentam
em co-produção com Entre Chien et Loup
com a participação de ARTE France
e em associação com Wild Bunch
um filme escrito e realizado por Wang Bing
baseado em “Goodbye, Jiabiangou” um romance de YANG Xianhui
e em testemunhos de TI Zhongzheng e outros sobreviventes
directores artísticos BAO Lige, XIANG Honghui
câmara LU Sheng
som REN Liang
guarda-roupa WANG Fuzheng
décors FENG XuechengZHANG Fuli
directores de produção WANG Yang, ZHANG Wanxiong
montagem Marie-Hélène DOZO
montagem de som Gilles LAURENT, Valérie LEDOCTE, FU Kang
misturas Michel SCHILLINGS
director de pós-produção Michi NORO
produtores K. LIHONG, HUI Mao, Philippe AVRIL, Francisco VILLA-LOBOS, Sébastien DELLOYE e Diana ELBAUM
desenvolvido em associação com Aeternam Films
e o apoio de Cinefondation, Festival de Cannes, Cinemart e Pusan Promotion Plan
produzido com o apoio de Fonds Sud Cinema (Ministere De La Culture Et De La Communication – Cnc, Ministère Des Affaires Etrangeres Et Europeennes), Region Alsace, Strasbourg Urban Council, Groupama Gan Foundation For Cinema, Centre Du Cinema Et De L’audiovisuel De La Communaute Française De Belgique Et Des Teledistributeurs Wallons, Hubert Bals Fund, Cinemart / Arte France Cinema Award
vendas internacionais Wild Bunch
distribuição Midas Filmes

HONG KONG/FRANÇA/BÉLGICA - 2010 - 112' - cor

M/14

terça-feira



Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015
A UMA HORA INCERTA
um filme de Carlos Saboga

1942. No Portugal salazarista, dois refugiados franceses, Boris e Laura, são presos. O inspector Vargas, sentindo-se atraído pela jovem mulher, decide escondê-los em sua casa: um hotel vazio onde vive com a filha, Ilda, e a mulher, gravemente doente. Ilda descobre a presença dos refugiados e, consumida pelo ciúme, tenta fazê-los desaparecer a todo o custo...

Actores: Joana Ribeiro, Paulo Pires, Judith Davis, Grégorie Leprince-Ringuet, Filipa Areosa, Pedro Lima, Ana Padrão, Joana de Verona, João Paulo Santos, Pedro Crawford
Argumento e Realização - Carlos Saboga | Director de Fotografia - Mário Barroso | Direcção de Arte - Zé Branco | Música - Alain Jomy | Assistente de Realização - José Maria Vaz da Silva | Montagem - Monique Dartonne

sexta-feira

Novembro 2015


Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015

REGRESSO A CASA
um filme de Zhang Yimou

Gui Lai - Coming Home
2014 - China - Data de estreia: 30-07-2015
Com: Gong Li, Chen Daoming, Zhang Huiwen

Durante a Revolução Cultural da China no início de 1970, Lu Yanshi é enviado para um campo de trabalho forçado. Ele tenta fugir, mas por causa da sua filha, uma estudante de ballet mimada chamada Dandan, o plano fracassa. Com o fim da revolução, Lu retorna a casa, mas encontra a sua esposa, Feng Wanyu, sem memória. Sem conseguir reconhecê-lo, ela espera pacientemente pelo retorno de seu marido. Lu Yanshi vai ter que lutar para ressuscitar o seu passado e despertar a memória da sua esposa.


Género: Drama | Duração: 109 min | Classificação: M/12
Realização: Zhang Yimou | Argumento: Zou Jingzhi, baseado no romance de Yan Geling | Fotografia: Zhao Xiaoding | Produção: William Kong e Zhao Zhang

Festivais e Prémios: Festival de Cannes 2014 – Selecção Oficial, Fora de Competição | Festival de Toronto 2014 – Selecção Oficial, Sessões Especiais

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015


O Homem Demasiado Amado 

 um filme de André Téchiné

Nice, 1976. Agnès Le Roux, filha de Renée, dona do casino Palais de la Méditerranée, apaixona-se por Maurice, um advogado dez anos mais velho e conselheiro da sua mãe. Enquanto ele mantém outras relações, ela vive uma paixão arrebatadora. Após o casino sofrer um duro golpe, Renée vê-se nas mãos da máfia e do seu rival, Fratoni, que oferece três milhões de francos pelo casino. Maurice convence Agnès a votar contra a sua mãe e Renée perde o casino. Após esta decisão, Maurice acaba a relação com Agnès, que fica ressentida com a traição à mãe. Após uma tentativa de suicídio a jovem desaparece.
 
Com: Catherine Deneuve, Adèle Haenel, Guillaume Canet 
Género: Drama | Duração: 116 min |  Classificação: M/14 | Ficha Técnica:

Realização - André Téchiné | Argumento - André Téchiné, Cédric Anger, adaptado do livro de Jean-Charles e Renée Le Roux | Director de Fotografia - Julien Hirsch | Montagem - Hervé de Luze

Festivais e Prémios: Festival de Cannes – Selecção Oficial – Fora de Competição
Prémios Lumière – Nomeação para Melhor Actriz (Adèle Haenel) e Melhor Actor (Guillaume Canet)
 
Biografia do realizador:
Um dos realizadores mais importantes do cinema francês pós-Nouvelle Vague, André Techiné é conhecido pelo seu talento a dirigir grandes actrizes, como Catherine Deneuve ou Juliette Binoche e pela elegância e complexidade emocional dos seus filmes. Com uma longa carreira que teve inicio em 1969 com “Pauline S’En Va”, filme que marcou presença nos Festivais de Veneza e Cannes, Téchiné venceu o Prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes em 1985 com “Rendez-vous”.  Dez anos depois, venceu o César de Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento com “Os Juncos Silvestres”. “O Homem Demasiado Amado” marca a sua sétima colaboração com Catherine Deneuve.

 

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015


A UMA HORA INCERTA
um filme de Carlos Saboga


1942. No Portugal salazarista, dois refugiados franceses, Boris e Laura, são presos. O inspector Vargas, sentindo-se atraído pela jovem mulher, decide escondê-los em sua casa: um hotel vazio onde vive com a filha, Ilda, e a mulher, gravemente doente. Ilda descobre a presença dos refugiados e, consumida pelo ciúme, tenta fazê-los desaparecer a todo o custo...


Actores: Joana Ribeiro, Paulo Pires, Judith Davis, Grégorie Leprince-Ringuet, Filipa Areosa, Pedro Lima, Ana Padrão, Joana de Verona, João Paulo Santos, Pedro Crawford

Argumento e Realização - Carlos Saboga | Director de Fotografia - Mário Barroso | Direcção de Arte - Zé Branco | Música - Alain Jomy | Assistente de Realização - José Maria Vaz da Silva | Montagem - Monique Dartonne


A UMA HORA INCERTA, DE CARLOS SABOGA, PREMIADO NA VIENNALE

05/11/2015

O filme A Uma Hora Incerta, a segunda longa-metragem de Carlos Saboga, foi distinguido na VIENNALE – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE VIENA, com o PRÉMIO DO JÚRI DO JORNAL STANDARD.